domingo, 27 de setembro de 2009

INTEGRAÇÃO DA GENÉTICA QUANTITATIVA E DA GENÉTICA MOLECULAR NOS PROGRAMAS DE MELHORAMENTO GENÉTICO DE SUÍNOS

Recentemente, as características de qualidade da carne também têm sido utilizadas nos programas de melhoramento genético e a perspectiva é de que as características de resistência à doença sejam também empregadas com o advento das técnicas moleculares.
Atualmente, as melhores linhagens de suínos apresentam menos de 10 mm de espessura de toucinho e levam menos de 130 dias para atingir o peso de abate, o que mostra a grande eficiência da genética quantitativa no melhoramento genético animal. Mediante o uso das técnicas moleculares, novos impulsos poderão ser dados aos programas de melhoramento genético de suínos, visto que poderão ser melhor avaliadas as características de difícil mensuração, como rendimento de carne magra, qualidade da carne e resistência a doenças; ou as limitadas pelo sexo, como taxa de ovulação; ou as obtidas somente de animais adultos, como tamanho de leitegada; ou, ainda, as que têm alto custo de mensuração, como consumo de alimentos.


Genética quantitativa


Uma metodologia bastante é a de modelos mistos (MMM) que consiste na obtenção dos valores genéticos preditos dos animais, possibilita a utilização do modelo animal, permiti avaliar qualquer indivíduo (inclusive os que não possuem observações, como nos casos dos que ainda não expressaram a característica) ou nos casos em que a característica se expressa em apenas um dos sexos ou só pode ser mensurada após o abate.
Na MMM é possível, inclusive, utilizar dados moleculares. A introdução de informações de marcadores moleculares na avaliação genética é feita pela modificação das equações de modelos mistos, de Henderson (Fernando e Grossman, 1989), ou pela utilização de marcadores moleculares na obtenção da matriz de parentesco a ser usada nas avaliações genéticas (Villanueva et al., 2005; Carneiro et al., 2006).



Genética molecular

A genética molecular possibilita o conhecimento da atuação dos genes em determinada característica quantitativa.
A partir do desenvolvimento da biologia molecular, diferentes técnicas foram desenvolvidas, o que permitiu a identificação de vários tipos de marcadores altamente polimórficos, no nível de DNA, distribuídos ao longo de todo o genoma em várias espécies, possibilitando que eles fossem associados a características quantitativas.

Por Paulo Sávio Lopes, Simone Eliza Facioni Guimarães e Paulo Luiz Souza Carneiro

Anais - VII Simpósio Brasileiro De Melhoramento Animal 2008


Bom.. Se por um lado há dezenas de vantagens em se conhecer o genótipo suíno e dessa maneira fazer a seleção de características de interesse, como por exemplo genes que interferem na qualidade da carne, como evitar o gene Halotano, por outro, não deve ser uma tecnologia isolada... Como eu disse no post anterior, deve-se preocupar com manejos.
Uma outra preocupação também é que é uma tecnologia de altos investimento financeiros, mas que possuem retornos se bem utilizada.
E vcs.. o q acham??
Deixem a sua opinião..
Até a próxima semana.

6 comentários:

  1. Oi Tássia, adorei o texto =)

    Gostaria de ressaltar que além do manejo adequado, para que a resposta à seleção seja positiva, é necessário a formação de grupos contemporâneos (grupo de animais que sofreram o mesmo manejo e que nasceram no mesmo ano e época).
    Como na prática não é possível obter o valor genético aditivo e a seleção, consequentemente, tem que ser feita a partir das características fenotípicas, animais que compartilham as mesmas condições de ambiente acabam por minimizar os erros da seleção.

    Bjos

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  2. Olá Tássia! Muito boa a postagem de interação genética quantitativa e genética molecular, muitos estudos com essa linha de pesquisa vem contribuindo para uma melhor compreensão do mecanismo de diferenciação sexual nos animais domésticos.

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  3. Prezados, Sou professor de melhramento genético animal e me preocupo se o que tenho ensinado aos meus alunos esta condizente com a realidade do Melhoramento Genético no pais. Fiz doutorado em melhormamento genético de suínos, usando a biologia molecular. Estudei um gene candidato relacionado com hiperplasia muscular, fizemos sequeciamento de uma parte do gene, mas desde que conclui meud doutorado não trabalho mais na pesquisa. Fiquei feliz em descobrir o blog Geneticamente Melhorado é um canal legal para saber notícias e saber o que tem sido feito pelo Brasil. Parabéns para quem criou o blog e para todos vcs que postam nele. Um abraço! Paz e bem! Fausto Moreira

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    1. Oi Fausto, feliz fiquei eu. Eu fiquei mais de dois anos sem postar nada aqui, mas agora eu estou de volta. Se você preferir podemos fazer parcerias e discutir juntos aqui ou no seu blog algum assunto de interesse. Se quiser entrar em contato comigo o meu e-mail é tassia.bertipaglia@zootecnista.com.br. Obrigada!

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  4. Olá! Sou leiga na área, mas me interesso pelo assunto por curiosidade. Gostaria de saber se é possível fazer um melhoramento genético dos humanos. Existe estudos nesse sentido?

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    1. Oi Arlene, tudo bem? É possível sim fazer melhoramento genético humano, mas com outra finalidade. O melhoramento animal se destina em aperfeiçoar características de interesse econômico, mas já nos humanos tem o propósito na área da saúde, como por exemplo, de eliminar células cancerosas. Se chama eugenia negativa, que se destina em remover características desfavoráveis das pessoas, porém a eugenia positiva, que busca melhoramento de características estéticas, tem sido rejeitadas (por enquanto). Mas eu não duvido daqui uns dias ouvirmos falar que isso faz parte da nossa realidade, viu! E você o que acha da eugenia positiva? Obrigada pela visita no blog. Abraço!

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